Parametrização, Fabricação Digital e Prototipagem Rápida
O vertiginoso avanço técnico propiciado pela conjuntura histórica do século XX permitiu ao homem moderno novos meios de compreensão e abordagem do mundo que o cercava. No campo da arquitetura, essa aproximação com a tecnologia se deu de modo mais sistemático com os modernistas - que procuraram incorporar o potencial da pré-fabricação à essa disciplina. No entanto, a complexificação tanto dos meios técnicos quanto dos sociais exige uma nova abordagem não tão linear quanto antes: é neste contexto que a parametrização e a fabricação digital surgem. A parametrização parece, inicialmente, responder a uma necessidade intrínseca do século XXI, que seria a de considerar a diversidade, a complexidade e o potencial adaptativo. O uso de parâmetros e o processamento digital de dados avançam no sentido de flexibilizar as estruturas e responder mais precisamente a demandas específicas. Há então a possibilidade de tornar estas mesmas estruturas mais humanizadas e adaptadas à sua localização e seu povo, seguindo as linhas já propostas pelo regionalismo crítico. Pensar os espaços de modo interativo e paramétrico seria, em ideal, aproximar as pessoas e incutir nelas - de modo não ditatorial - a ideia de sua responsabilidade e participação na criação de mundos possíveis. Por outro lado, se abordada enquanto um simples meio digital para facilitar o processo de produção da arquitetura seguindo lógicas predeterminadas, a parametrização cai na esterilidade e perde seu potencial de responder às necessidades mais sutis do homem contemporâneo - restringindo-se, assim, à criação de ícones visualmente impactantes.
Neste sentido de responder às demandas contemporênas, a fabricação digital aparece como uma nova revolução no meio técnico. Ao viabilizar a produção de protótipos em um curto espaço de tempo, a experimentação de nossas criações no mundo concreto acelera o processo de aprimoramento destas mesmas criações. Seguindo a tendência do "faça você mesmo" - possibilitada pelo acesso a internet e pela ampla divulgação de tutoriais e de conhecimentos antes restritos -, a fabricação digital, por outro lado, permitiria a descentralização da produção desde artigos cotidianos e triviais à produtos complexos. Pensar na disseminação do uso de impressoras 3D seria pensar nas pessoas cada vez mais participando do processo de produção, colaborando para uma visão mais holística de processos, e automaticamente fazendo a revisão da lógica produtiva atual. Se pensarmos então no potencial autorreplicante destas impressoras (ou de outros processos) podemos estar diante, quem sabe, de uma reformulação do paradigma produtivo.
Neste sentido de responder às demandas contemporênas, a fabricação digital aparece como uma nova revolução no meio técnico. Ao viabilizar a produção de protótipos em um curto espaço de tempo, a experimentação de nossas criações no mundo concreto acelera o processo de aprimoramento destas mesmas criações. Seguindo a tendência do "faça você mesmo" - possibilitada pelo acesso a internet e pela ampla divulgação de tutoriais e de conhecimentos antes restritos -, a fabricação digital, por outro lado, permitiria a descentralização da produção desde artigos cotidianos e triviais à produtos complexos. Pensar na disseminação do uso de impressoras 3D seria pensar nas pessoas cada vez mais participando do processo de produção, colaborando para uma visão mais holística de processos, e automaticamente fazendo a revisão da lógica produtiva atual. Se pensarmos então no potencial autorreplicante destas impressoras (ou de outros processos) podemos estar diante, quem sabe, de uma reformulação do paradigma produtivo.
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